CIRURGIA GERAL E DO APARELHO DIGESTIVO

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Vesícula Biliar - Colelitiase (Pedra na Vesícula)

A vesícula é um órgão que se localiza junto ao fígado, e tem a forma de um pequeno saco de aproximadamente 7-8 cm. Tem como função o armazenamento de bile, que é esvaziada para dentro do intestino, auxiliando no processo de digestão das gorduras. As pedras que se formam dentro da vesícula são decorrentes de alguns fatores que podem estar ligados à genética, aos hormônios femininos (estrogênio e progesterona) e alimentação rica em gorduras. Outro fator muito comum na formação de pedra na vesícula é o emagrecimento rápido, provocado por dietas rigorosas ou pela cirurgia da obesidade (cirurgia bariátrica).

Sintomas

O sintoma mais comum é dor na barriga, no lado direito, próximo às costelas. A dor pode se iniciar no meio da barriga e às vezes se espalhar para as costas. Às vezes a alimentação com muita gordura pode piorar ou precipitar os sintomas

Quando a vesícula inflama a dor pode ser intensa e contínua, com períodos de exacerbação e pode ser acompanhada de febre.

Quando a pedra se desloca da vesícula ela percorre o canal da bile e pode causar uma obstrução ao esvaziamento da bile para o intestino e também uma obstrução no canal do pâncreas (pancreatite). A pele e os olhos podem ficar amarelos (icterícia), pode haver febre alta e uma dor muito forte na barriga com irradiação da dor para as costas.

Diagnóstico

A ultrassonografia abdominal é o exame mais indicado para identificação da pedra na vesícula. Ela consegue avaliar a dimensão dos cálculos e se há inflamação da vesícula.

Tratamento

A maioria das pessoas que tem pedra na vesícula não sente dor. O tratamento com cirurgia é indicado para quem tem sintomas de dor ou desconforto, em caso de inflamação da vesícula ou pedras muito grandes (maiores que 3 cm). Existem situações especiais como os pacientes que fazem cirurgia da obesidade ou pacientes com diabetes, nas quais a cirurgia pode ser recomendada, mesmo que não tenham sintomas.

A cirurgia é realizada com anestesia geral, com pequenos furinhos na barriga (videolaparoscópica). Por ser minimamente invasiva permite uma rápida recuperação no pós-operatório, menos dor e um retorno mais rápido às atividades diárias.

Pós-Operatório

Após a cirurgia deve-se evitar grandes esforços, nos primeiros 20-30 dias da operação. São recomendadas caminhadas e atividades leves, sem exageros. Deve-se evitar comer muita gordura após a cirurgia, pois isso pode causar desconforto abdominal e diarreia.

Rafael Ramos

Minha História

Nasci em Porto Alegre em 16 de maio de 1979. Sou filho de professores e fui criado dentro dos preceitos maristas de simplicidade, solidariedade e amor à família. Ingressei na Escola Marista com 5 anos, onde permaneci até o fim do segundo grau. Desde muito cedo já sabia que queria ser médico, embora tivesse pouco conhecimento sobre a profissão e a carreira médica.

Aos 15 anos fui submetido a um procedimento cirúrgico e passei por situações muito difíceis; a partir daí estava decidido que seria médico cirurgião, como forma de retribuir a graça de estar vivo e acalentar o sofrimento alheio.

Ingressei na Faculdade de Medicina da PUCRS em 1999, e já nas primeiras lições de anatomia confirmaram que deveria seguir a carreira cirúrgica.

SAIBA MAIS
Dr. Rafael Jacques Ramos
CREMERS 28819